quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Minha biografia

Jabner Gonçalves de Lima é graduando do curso de Psicologia pelo Centro Universitário UNIFASIPE – Sinop/MT, atuou como estagiário na Escola Municipal de Educação Básica Lizamara Ap. ª Oliva de Almeida, onde descobriu sua paixão pela educação, sendo professor auxiliar de alunos com alguma dificuldade ou transtorno da aprendizagem. Desenvolveu por um período de um ano, o projeto voluntário por nome: “Apoio Pedagógico” com reforço escolar para alunos não alfabetizados e com dificuldades na aprendizagem sob Orientação da Profª. Especialista em Alfabetização Infantil Elisabete Braga e Supervisão direção da Escola Prof.ª Especialista em Gestão Escolar Solange Walter e Coordenação Profª. Esp. Cintia Langer. Atuou também na Escola Municipal de Educação Básica Jurandir Liberino de Mesquita sendo mediador de aluno portador do TEA (Transtorno do Espectro Autista).  Estagiário no Colégio Alternativo|Unicesumar desenvolvendo atividades voltadas a Psicologia Organizacional e do Trabalho como: treinamentos, palestras, elaboração de organograma, descrição de cargos, funções e manual de integração.  Atualmente é Mediador Escolar e Aplicador ABA (Análise do Comportamento Aplicada), desenvolvendo seu trabalho baseado em práticas com evidências científicas. Sempre se dedicou as atividades acadêmicas participando de projetos sociais, congressos, conferências, exposições de artigos e banner científicos. Tem feito registros de seus pensamentos sobre uma das mais sublimes artes que é a Literatura com poemas, poesias e versos sobre a vida. Um amante por conhecer o comportamento humano e compreender a sua psique.


terça-feira, 29 de setembro de 2020

Conceito de Ética, Bioética e Biodireito: Os princípios mais importantes do Biodireito e sua relação frente a pandemia do coronavírus

 

Ética: É o modelo de conduta humana capaz de guiar o indivíduo. Em sentido filosófico, é a disciplina cujo objeto são os juízos de apreciação quando se aplicam à distinção do bem e do mal. A ética vem ordenar a conduta, ou seja, normatizar uma ação.

Bioética: É uma disciplina autônoma, pois não se preocupa em ser exata, como uma ciência, e considera a diversidade, a pluralidade de realidades e reflexões como a sua base. É a ética da vida (Bio+Ética), que pode ser dividida em Macro-bioética, que seria a ética que visa o bem da vida e estaria diretamente ligada ao meio ambiente a ao Direito Ambiental; e Micro-bioética, esta, por sua vez, surgiria de uma restrição do objeto da bioética. Seria a ética da vida humana. Neste contexto, bioética seria um modelo de conduta que procurasse trazer o bem à humanidade como um todo e, ao mesmo tempo, a cada um dos indivíduos componentes da Humanidade.

Biodireito: É a positivação das normas bioéticas, ou seja, a positivação jurídica de permissões de comportamentos médico-científicos, e de sansões pelo descumprimento destas normas. Também pode ser entendido no sentido de abranger todo o conjunto de regras jurídicas já positivadas e voltadas a impor ou proibir. Assim, Biodireito é o conjunto de leis positivas que visam estabelecer a obrigatoriedade de observância dos mandamentos bioéticos, e, ao mesmo tempo, é a discussão sobre a adequação desta legislação.

Os principais princípios do Biodireito são os princípios da autonomia, da beneficência, da sacralidade e da justiça.

Principio da Autonomia: É o principal principio, pois todos os demais estão vinculados a este, refere-se à capacidade de autogoverno do homem, de tomar suas próprias decisões, está diretamente ligado ao livre consentimento do paciente na medida em que este deve ser sempre informado. Pelo princípio da autonomia, o individuo tem o direito de decidir sobre as atividades que impliquem alterações em sua condição de saúde física e/ou mental.

Principio da Beneficência: Também identificado por principio da não-maleficência, uma vez que este ordena ao médicos e cientistas que se isentem de qualquer atividade que possa vir a causar algum mal despropositado ao paciente, trata-se de proibir condutas que sejam capazes de geram algum maleficio ao paciente. “Aplicarei os regimes para o bem dos doentes, segundo o meu saber e a minha razão, e nunca para prejudicar ou para fazer o mal a quem quer que seja” (Juramento de Hipócrates).

Principio da Sacralidade: A vida humana deve ser sempre respeitada e protegida contra agressões indevidas. Daniel Callahan identifica cinco elementos essenciais para a consideração da sacralidade da vida humana: 1) sobrevivência da espécie humana; 2) preservação das linhas familiares; 3) direito de os seres humanos terem proteção de seus companheiros; 4) respeito por escolhas pessoais e autodeterminação, que inclui integridade mental e emocional; 5) inviolabilidade corporal. Assim, o ser humano deixa de ser objeto e passa a ser um valor considerável em si mesmo, impedindo-se práticas como a comercialização de órgãos, tecidos, sangue e esperma, impondo-se a gratuidade da doação destes, servindo de fundamento para o principio da beneficência.

Princípio da justiça: pode-se dividir este principio em três questões básicas: 1) o ônus do encargo da pesquisa cientifica, onde todos os membros da sociedade devem, de forma igualitária, e na medida de suas forças, arcar com o ônus da manutenção das pesquisas e da aplicação dos resultados; 2) a aplicação dos recursos destinados à pesquisa, este implica em uma distribuição justa e equitativa dos recursos financeiros e técnicos da atividade científica e dos serviços da saúde, não só para a solução dos problemas do primeiro mundo, mas também para a busca de soluções para problemas típicos dos países subdesenvolvidos; 3) a destinação dos resultados práticos obtidos destas pesquisas, a ciência deve ser aplicada de forma igual para todos os membros da espécie humana, não devendo existir distinção em função de classe social, ou capacidade econômica daquele que necessita de tratamento médico.

Muitas questões éticas têm sido levantadas diante da pandemia causada pelo Coronavírus. Muitas delas têm um caráter eminentemente bioético por estarem ligados à resposta dada à pandemia pelos agentes de saúde publica e a atenção medica prestada aos enfermos com Covid-19. A velocidade da difusão do vírus exige respostas rápidas apropriadas para uma situação de emergência sanitária.

Diante de uma pandemia com grande impacto sanitário, o sistema público de saúde é o primeiro a sofrer tal impacto. É preciso considerar que nenhum sistema de saúde está preparado para um surto de tamanhas proporções, é6 preciso considerar, ainda, que outras enfermidades não param de ocorrer. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) opera no seu limite, geralmente próximo a sua capacidade total, o sistema complementar (hospitais privados) atende uma parcela da sociedade que tem convênios aos planos de saúde ou altos recursos financeiros, mas ao se tratar de uma pandemia, o sistema complementar também tende a se esgotar. Desta forma o desafio ético aqui está relacionado diretamente à questão da justiça e da equidade no acesso aos serviços de saúde e na distribuição dos riscos e benefícios na sociedade com um sistema esgotado pela desproporção entre a necessidade dos pacientes e a distribuição dos recursos limitados.

Um grande número de pessoas precisando de assistência médica, com escassez de recursos, cria um dilema ético de como essa assistência pode ser distribuída de forma eficaz e equitativa. Profissionais de saúde são treinados para proporcionar cuidados clínicos centrados na necessidade de seus pacientes, com os quais tem uma responsabilidade moral. O contexto de emergência decorrente de uma pandemia obriga que o foco do cuidado passe da centralidade dada ao paciente individual à saúde da população, em vista de promover o bem comum. A alocação de recursos de forma eficiente, equitativa e dentro dos protocolos clínicos de proporcionalidade entre a necessidade e o uso eficiente de recursos limitados precisa ser cuidadosamente considerada para minimizar os danos e maximizar os ganhos para a saúde da população.

Outra questão refere-se ao processo de decisão do profissional de saúde diante de várias pessoas doentes e à escassez de recursos terapêuticos. Os profissionais de saúde lideram o processo de decisão sobre quais recursos são destinados para cada paciente. É preciso decidir, em um curto espaço de tempo, entre vários pacientes em estado grave com Covid-19, qual vai para o leito de UTI disponível. Protocolos de triagem, alocação de recursos, admissão e transferência de pacientes, manutenção e interrupção de tratamentos em UTI e condução para cuidados paliativos podem ser criados. Ademais, bioeticistas devem estar disponíveis para consultas éticas quando necessário. Essa preparação auxilia nos processos de decisões para o uso eficiente de recursos destinados à promoção de saúde da população.

Em todos os níveis da resposta a um surto pandêmico, a dignidade humana deve ser respeitada e protegida. Equidade e justiça distributiva são princípios que devem guiar as decisões de caráter organizacional dos serviços de saúde pública e a alocação de recurso, desde equipamentos médico até a presença de profissionais. Tudo precisas ser realizado com transparência e solidariedade, portanto, a comunicação com os pacientes e seus familiares deve ser clara e honesta.

A situação de um surto pandêmico, e o provável esgotamento da capacidade de assistência à saúde geram grandes questões bioéticas, com decisões difíceis de serem tomadas, mas que não podem ser ignoradas. Muitos doentes não receberão a assistência da mesma maneis que receberiam em condições normais, mas não há nada que justifique seu abandono. Mesmo sem os equipamentos necessários a todos, o mínimo de cuidado sempre é possível por meio da solidariedade e da presença de pessoas que podem promover conforto humano e espiritual. Responder a essa pandemia de forma ética significa também honrar a dignidade humana no processo terminal da vida.


Por Wanderson Arcadi Melo

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

A função do psicoterapeuta

Muitos se perguntam o que um psicólogo faz?

 

Estarei em breves palavras tentando expor a função que um profissional dessa área tem para contribuir com sua atuação no processo da psicoterapia.

 




A imagem representa bem a função de um psicoterapeuta, função de escutar, respeitar o sofrimento do outro e não julgar. Através de questionamentos e reflexões o paciente ou cliente, obtém, suas próprias respostas, ele as encontra em seu próprio mundo.

 

O psicólogo então, traz luz em meio a escuridão mental, em meio a tempestade de pensamentos, fazendo com que o indivíduo alinhe suas ideias com objetivos e metas. Com técnicas adequadas por respaldo cientifico o profissional traça estratégias em que os objetivos e metas terapêuticas sejam atingidas, proporcionando assim, o equilíbrio emocional, a fluidez de pensamentos, sua liberdade e sua autonomia de vida. 

 

Psicologia é uma ciência e profissão.

 

Por Jabner Gonçalves de Lima



domingo, 17 de maio de 2020

Os benefícios do Pilates para o corpo

Os benefícios do Pilates para o corpo são inúmeros, aqui podemos citar alguns deles:

 

ü  Aumento da Resistência Física e Mental;

ü  Aumento da Flexibilidade;

ü  Corrige Problemas Posturais;

ü  Aumento da Concentração;

ü  Tonifica a Musculatura;

ü  Melhora a Coordenação Motora;

ü  Promove menor Atrito nas Articulações;

ü  Alivia Dores Musculares;

ü  Ajuda a Melhorar a Respiração e a flexibilidade;

ü  Auxilia a Prevenção Contra a osteoporose;

ü  Promove Relaxamento, o Bem-estar e eleva a Autoestima;

ü  Elimina Toxinas e facilita a Drenagem Linfática;

ü  Melhora a postura e a Resistência Muscular;

ü  Expande a Consciência Corporal;

ü  Ajuda no controle de peso;

ü  Fortalece os Músculos Abdominais;

ü  Equilíbrio de todas as Funções do Corpo Pilates.

 

Falando um pouquinho sobre o Pilates, trago pra vocês um breve histórico desse método sensacional!

 

O Autêntico Método do Pilates de Condicionamento Físico e Mental tinha como nome oficial CONTROLOGIA, sugerido pelo seu criador Joseph Hubertus Pilates para designar seu sistema de exercícios. Foi desenvolvido principalmente durante as duas primeiras décadas do século XX, e hoje ganhou notoriedade e destaque crescente nas academias e instituições dedicadas a práticas corporais que visam o condicionamento físico e à reabilitação.

 

Muito mais que apenas um método de condicionamento físico, a CONTROLOGIA busca desenvolver os três aspectos da natureza humana: CORPO, MENTE E ESPÍRITO. Propõe para isso, a execução absolutamente correta de cada movimento, focando a atenção na posição de cada segmento corporal, no seu perfeito alinhamento e coordenação desses movimentos com a respiração cometa e profunda. O resultado dessa prática é um corpo forte, equilibrado e flexível, uma mente clara e ágil, e um espírito alegre e harmonioso. (CONTROLOGY - Contribuições para uma fundamentação teórica. Carol Kolyniak Filho; Inelia Ester Garcia Garcia.)

 

 PS: Na foto acima, Joseph Pilates de pé orientando seus alunos no exercício chamado Teaser.

 

Venha beneficiar-se deste método. Agende sua aula no conforto da sua casa! 📲(66)99907-6353

 

Por Priscila Pereira Nunes

Fisioterapeuta CREFITO: 291328-F


terça-feira, 12 de maio de 2020

Inclusão escolar: A pluralidade dentro do ambiente educacional

A pluralidade dentro do ambiente educacional e a heterogeneidade que esse espaço proporciona é um processo comum para os envolvidos na atividade de ensinar e aprender. Porém, pode perceber-se as qualidades que cada indivíduo as possui. Não somos o transtorno da qual fomos diagnosticados, apenas seria uma condição descoberta que me impossibilita de ser habilidoso em determinada competência. No entanto, cada criança é portadora de uma inteligência excepcional, o profissional desse espaço deve ter um sentido aguçado e possibilitar que a mesma seja incluída com suas capacidades e onde a as dificuldades em determinadas habilidades persistir o profissional, me refiro ao professor regente de sala, professor AEE (Atendimento Educacional Especializado), coordenação, direção e toda a equipe multidisciplinar como o psicólogo, fisioterapeuta, TO (Terapeuta Ocupacional) e médico deve haver uma sincronização do trabalho promovendo esse sujeito para ser autônomo, capaz de estar adaptado com seus medicamentos, terapias, apoio familiar, escola para o melhor convívio possível com seus pares.
 

Não podemos deixar que as diferenças impeçam de nos relacionarmos, sermos mais participativos e adquirirmos maiores repertórios comportamentais, compreendermos nossas emoções e nos tornarmos melhores. A educação pode proporcionar isso. Por meio dela, as diferenças são trabalhadas e as incapacidades do aluno deixam de existir e ele passa a exercer um papel de construtor de seus ideais. Na escola, passa a incorporar valores que leva para a vida toda, as regras, o lanche, aguardar o sinal bater, tudo isso são momentos importantes que permite educar o sujeito e moldar um ser ativo independente de seu diagnóstico.

O ser humano é constituído de erros e acertos, tudo isso faz parte do processo de aprendizagem. Acredito que na vida tudo é aprendizado, as  nossas incapacidades revela que não somos detentores de tudo, e com muito esforço podemos adquirir ou podemos continuar insistindo até realizar o prodígio desde que seja se dar bem na cozinha e fritar um ovo. Qualquer atividade a ser exercida, exige um mínimo de instrução e esforço, no final,  compreendemos que todas as indiferenças pessoais mostram diferenças coletivas.

Inclusão é compreender o sujeito na sua subjetividade, aceita-lo e incluir dentro do espaço de direito. É sermos humanos, ver nas diferenças as condições de aprendizado individual e grupal. Promover a inclusão nos faz sermos melhores e melhorar o mundo, é acreditar em quem por muitas vezes é desacreditado e rotulado. Inclusão, tira as ataduras e remove as barreiras do ensino e aprendizado, com ela o aluno tem participação e se torna emocionalmente compreendido por si mesmo e os outros, não importa a sua dificuldade no aprender o importante é como você aprende. Estar disposto a ensinar é muito mais que fazer o outro ser melhor é reciprocidade, uma troca na qual, os dois lados saem favorecidos.



Que possamos ser pessoas compreensivas e lutarmos pela inclusão não em palavras ou discurso bonito, mas na prática do dia a dia, observar o mudo, surdo, o deficiente e perceber na nossa prática. O que estamos fazendo para que o sofrimento do outro seja amenizado? Reforçarmos comportamentos desejados desde uma simples sílaba dita por um aluno na alfabetização pode iniciar um processo que resultara na inclusão dele com os demais. No tempo dele, mas ele estará acompanhando no aprendizado com outros que possuem habilidades mais desenvolvidas. Pode ser um desafio, não só trabalharmos a inclusão com quem é incluso. Mas trabalharmos com quem precisa compreender o que é incluir. No espaço escolar é fundamental notarmos que as diferenças não impeçam de eu (aluno), estar junto socialmente, aprendendo e desenvolvendo habilidades importantes para toda a vida.

                                                                                                                   Por Jabner Gonçalves de Lima

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Direitos humanos e gênero: Um processo histórico sociocultural




“Imagine como seríamos mais felizes, o quão livres seríamos para sermos nós mesmos, se não tivéssemos o peso das expectativas de gênero.” 
Chimamanda Ngozi Adichie

A longo tempo as mulheres são penalizadas em seus direitos, um processo de construção de identidade de gênero cultural e histórica, tornando assim, por longa data deixados de lado. A exemplo, expressão ‘sexo frágil’. O que cabe a mulher é a casa, filhos e cozinha. Essas frases geram a ideia de um ser submisso a outra figura de gênero. Conforme Karnal cita a “misoginia sendo talvez a mãe de todos os preconceitos”, possibilita a presença dela desde a Grécia antiga, no período Romano e no decorrer dos séculos. Uma coisa que precisamos pensar e analisar sobre as políticas e a violência que isso leva até chegar ao estado grave o feminicídio. O homem sempre postou uma figura potente e a mulher um discurso de fragilidade. O homem não chora. A loira é burra. Mulheres dirige mau. A ideia de que o homem pode trazer o sustento para casa, por muito tempo, levou sempre a discriminação do gênero. Na religião, é estranho pensar como Deus não tenha gênero, o porque o ser humano trata outro semelhante sem o mero respeito.

Esse processo que leva a discriminação, preconceito e violências com requintes de crueldade, revelando a capacidade do ser humano em fazer o mau, leva uma resposta para além. O homem é homem a partir da realidade social e cultural. O nascer homem é biológico. O ser humano constrói sua identidade a partir da cultura, contexto histórico e social que é imposto a ele. Esse parágrafo pode ser descontruído por um conservador ou algum fundamentalista religioso facilmente. No entanto, movimentos de igualdade como já fornecido pela nossa Constituição (1988), faz todos sermos iguais e gozar de direitos iguais. Por mais que esses direitos são violados precisamos enquanto psicólogos promover a mudança e transformação na sociedade por meio da nossa atuação, fomentando trabalhos voltados para o tema. O código de ética do psicólogo, embasa seus artigos e incisos na Lei base ou mãe das leis que é a carta maga.

Não obstante, a desigualdade de gênero trazendo os palavrões, piadas entre outras formas de preconceitos que pairam na discriminação do gênero. No Brasil, como forma de conter o índice de violência familiar, foi instituído a Lei Maria da Penha que prevê penas para os agressores que violentam sua própria esposa. O seu companheiro de dentro da sua própria casa, sua família, faz isso com ela (mulher). É enfático afirmar que isso é um abuso do gênero mais forte, sobrepondo do gênero supostamente mais inferior. Conceito histórico surgido desde a pré-história com o homem responsável pela a caça e a mulher por atividades domésticas. Essa construção se tornou ideológica e permeia a atualidade. Haja visto, a mulher como objeto de desejo onde surge os crimes sexuais. A mulher passou ser alvo além de piadas ou humor negro, ela passou a ser a representatividade da inferioridade, do adultério. A mulher passou ser a Eva (pecado), sempre elogiada esteticamente e não pela capacidade de estar na sociedade com seu trabalho competente.

Provavelmente alguma mulher já teve passado por algum vexame em algum lugar por ser discriminada ou inferiorizada. Isso leva a crer que as mulheres da atualidade buscam a exercer o termo empoderamento feminino, ser livres para estar onde querem e não serem julgadas por suas escolhas, bandeira defendida pelo o feminismo. Não apenas deve ser uma luta pelas as mulheres que se dedicam a causa, mas deve ser uma luta também dos homens. Uma sociedade mais igualitária, desenvolvida, se torna uma sociedade menos agressiva, isso proporciona para que a personalidade masculina, seja mais branda. Existem diversos casos de homicídios, é um fato social, nas comunidades diversos assassinatos ocorrem diariamente, no homem impera a figura do agressivo, para ser menos agressivo o homem não necessita ser mais feminino, necessita sim ser mais sensível ou cordial nos relacionamentos.

Dessa forma, a construção histórica-social deu-se por meio da figura masculina o homem sendo o responsável pela a casa, fez com que assumisse o papel de figura onipotente, incorporando em si a ideia do macho, provedor. Com o ato de procriar e gerar filhos essa figura só potencializou o papel de opressor. A mulher nesse contexto, passou a ser totalmente submissa ao que era imposto a ela. Esse fator biológico foi um processo natural de construção histórica social pelo o gênero dominante usurpando seu papel social.

Contudo, na atualidade devido a lutas por papéis igualitários. O cenário vem mudando, graças a informação e tecnologia. O ser humano está mais conectado e ciente de seus direitos. Devido a essas mudanças, mulheres de todo o mundo tem conseguido melhores condições como direito a voto e a casamentos não arranjados. Me doí ainda saber, mas é real, a mulher negra passa por duas formas de discriminação, além da misoginia sofre o racismo. Impossível na atualidade definirmos uma pessoa pela sua melanina ou cor de pele. 


Por Jabner Gonçalves de Lima



Dica de leitura:

1) Como educar crianças feministas - Um manifesto 




Uma leitura que aborda o tema no texto acima mencionado.
Um texto comovente e propositivo de uma das maiores escritoras contemporâneas sobre como combater o preconceito pela educação.
Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista.
Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos.
Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.


2) Gênero e direitos humanos: Conquistas e desafios (artigo)

BAIXE AQUI

Sob o enfoque dos Direitos Humanos e de Gênero o presente trabalho visa diagnosticar os fatores estruturais do empoderamento feminino, a fim de reconhecer a igualdade entre homens e mulheres como um direito fundamental inviolável, perpassando-se pelo crivo da historicidade das relações de gênero, estabelecidas pela divisão sexual do trabalho e pela violência doméstica como instrumentos de manutenção do status quo da dominação masculina. Busca-se, ainda, estabelecer uma análise da figura das mulheres marisqueiras e pescadoras na Reserva Extrativista de Canavieiras - BA. Para tanto, utilizou-se de revisão da literatura existente, para fomentar o embasamento teórico a respeito dos temas em foco e para o conhecimento empírico utilizou-se de uma pesquisa qualitativa, construída, por meio de uma observação participante, através de entrevistas semi estruturadas, transcritas na íntegra, apresentando a experiência das mulheres e suas vivencias na Reserva. Por fim, constata-se a ruptura de barreiras de caráter identitário-sociológico e consequente promoção da equidade de gênero por meio de ações emancipatórias do ser-mulher.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Inocência | Poema de Janaio Escobar


Inocência



Depois de tempos remotos, 
coloco meus pés aqui novamente,
que aqui um dia habitava um ser puro e inocente. 

Em cima deste monte venho procurar uma resposta,
sobre o quê? O por quê? A verdade! 
Mas qual verdade?
Sobre o que é certo e errado, 
o que pode e o que não pode fazer.

Agora como um filme, 
configurações de postagens, vejo imagens se passando,
como eu era alegre, sonhador!

Sim, como ainda sou, 
mas num instante como um relâmpago,
mas em câmera lenta,

Em minha memória se passou,
era uma criança muito alegre.
Sim, mas por acreditar que tudo era possível,
se existisse amor.

Por Janaio Escobar

COMO MANTER A CALMA EM MEIO AO CAOS?

Vivemos tempos em que o caos parece ter se tornado parte da rotina. Em meio a atendimentos no consultório, reflexões pessoais e relatos clín...